Michel Lopes, diretor de Inovação da Federação, concedeu entrevista ao podcast do jornal O Paraná, onde também fez uma análise crítica do sistema tributário brasileiro e dos desdobramentos da reforma tributária
“Por que não flexibilizar as relações de trabalho? Só porque é ano eleitoral? Isso representará um retrocesso, não tenho dúvidas”, afirmou Michel Lopes, diretor de Inovação da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon), ao podcast do jornal O Paraná, nesta sexta-feira (3).
Ao longo da entrevista, Michel Lopes também fez uma análise crítica do sistema tributário brasileiro e dos desdobramentos da reforma tributária. Ele abordou o cronograma de implementação das novas regras a partir de 2027, os desafios burocráticos que ainda permeiam o modelo, os reflexos das mudanças para empresas e contribuintes e comentou sobre a correção do teto de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI).
O diretor de Inovação da Fenacon ainda explicou como a tecnologia e a inteligência artificial tendem a revolucionar a fiscalização tributária. Segundo ele, o cruzamento massivo de dados reduzirá significativamente o espaço para omissões e manobras fiscais, como a subdeclaração de receitas provenientes de aluguéis, ampliando a capacidade do Fisco de identificar inconsistências e elevar o nível de conformidade tributária.