O presidente da FENACON, Reynaldo Lima Jr., participou na última quarta-feira (19) do Workshop CIST, promovido pelo Clube Internacional de Seguros & Transportes, em São Paulo. O evento reuniu transportadores, embarcadores, operadores logísticos, seguradoras, corretoras, gestores de riscos e demais profissionais da cadeia logística brasileira para discutir os efeitos práticos da Reforma Tributária sobre o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) e o Transporte Autônomo de Cargas (TAC), além dos novos rumos do Seguro RCV no setor.
No debate sobre a Reforma Tributária, o dirigente da Federação destacou que um dos pilares que justificaram a aprovação da reforma, a simplificação do sistema tributário brasileiro, ainda não se concretizou na prática. Para o presidente da FENACON, a ausência de simplificação real tem gerado dúvidas, especulações e insegurança entre empresários e profissionais contábeis, comprometendo o planejamento e a tomada de decisão no dia a dia das empresas.
Lima também chamou atenção para o crescente distanciamento entre os empresários e a própria reforma. Segundo ele, este é um reflexo direto da desinformação que ainda permeia o tema. Nesse sentido, Reynaldo Lima Jr. reforçou a importância da capacitação dos empresários e dos profissionais contábeis como caminho essencial para enfrentar esse cenário. Os dados apresentados são preocupantes: segundo o presidente, apenas 20% dos profissionais do setor possuem conhecimento razoável sobre as mudanças em curso.
“A FENACON tem cobrado bastante que o governo precisa se manifestar, precisa mostrar o que está acontecendo, porque é uma reforma tributária positiva, que vai simplificar, e nós precisamos de informação. A gente tem a estatística de que 20% estão com conhecimento razoável. Os outros 80% estão muito abaixo”, afirmou.
Diante desse quadro, a FENACON tem intensificado sua presença em eventos por todo o Brasil, levando orientação qualificada a empresários e contadores sobre os impactos e desdobramentos das mudanças tributárias. Para o presidente, informar e capacitar são ações tão urgentes quanto defender pautas nos espaços institucionais.
Um dos pontos mais críticos levantados por Reynaldo Lima Jr. foi a falta de infraestrutura dos sistemas públicos para absorver o volume de informações exigido neste período de transição. “Em um projeto dessa magnitude, a gente não consegue atualmente entregar obrigações porque a Receita Federal não está apta a receber o volume de informações que temos hoje”, afirmou o presidente.
A FENACON segue acompanhando de perto a implementação das mudanças e atuando junto a empresários, contadores e autoridades para contribuir com um processo de transição mais claro, justo e seguro para o setor de serviços brasileiro.